sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Aprendizagem Cooperativa e Colaborativa

Aprendizagem cooperativa ou colaborativa é um processo onde os membros do grupo ajudam e confiam uns nos outros para atingir um objetivo acordado.   A sala de aula é um excelente lugar para desenvolver as habilidades de criação de um grupo do qual se terá necessidade no futuro.
A aprendizagem cooperativa/colaborativa é interativa;
como um membro do grupo, você:
  • desenvolve e compartilha um objetivo comum
  • compartilha sua compreensão do problema:
    questões; insights e soluções
  • responde aos, e trabalha para compreender os questionamentos, insights e soluções dos outros.
    Cada membro permite ao outro falar e contribuir,
    e considera suas contribuições
  • são responsáveis pelos outros, e os outros são responsáveis por você
  • são dependentes dos outros, e os outros dependem de você

 O que permite a criação de um bom grupo de aprendizagem?
  • As atividades em grupo começam com o treinamento e compreensão dos processos grupais.
    Um instrutor começa por facilitar a discussão e sugerir alternativas,
    mas não impõe soluções ao grupo, especialmente àqueles que apresentam dificuldade de trabalhar em conjunto
  • Três a cinco pessoas
    Grupos maiores tem dificuldade em manter todo os membros envolvidos
  • O professor designa os grupos
    Esses funcionam melhor do que os grupos que se formam por si mesmos.
  • Níveis diferentes de habilidades, formação, experiência
    • Cada indivíduo traz força ao grupo
    • Cada membro do grupo é responsável não apenas por dar força, mas também por ajudar os outros a entender a fonte de suas forças
    • Cada membro que está em desvantagem ou não se sinta confortável com a maioria deve ser encorajado e fortalecido pro-ativamente para dar sua contribuição
    • A aprendizagem é influenciada positivamente com a diversidade de perspectivas e experiências
      aumento de opções para resolução de problema
      ampliação dos detalhes a serem considerados
  • O compromisso de cada membro com o objetivo que é definido e compreendido pelo grupo
    • Avaliações confidenciais entre pares são uma boa forma de analisar quem está ou não contribuindo
    • Os grupos têm o direito de excluir um membro não cooperativo ou não participante se todos as medidas tomadas foram em vão.
      (A pessoa excluída então tem que encontrar outro grupo que a aceite)
    • Os indivíduos podem sair do grupo se eles acreditarem que estão fazendo a maior parte do trabalho com pouca ajuda dos outros.  
      (Essa pessoa, em geral, pode facilmente encontrar um outro grupo que acolha suas contribuições)
  • Princípios e responsabilidades operacionais compartilhados, definidos e concordados por cada um dos membros.   Incluem-se neles:
    1. O comprometimento em participar, preparar e chegar na hora para as reuniões
    2. Manter discussões e desacordos focados nos temas, evitando críticas pessoais
    3. Ter responsabilidade para a divisão de tarefas e realizá-las a contento
      Você pode precisar executar as tarefas para as quais tem pouca experiência, sentir-se despreparado, ou até mesmo pensar que os outros poderiam fazer melhor.   Aceite o desafio, mas sinta-se confortável para declarar que você pode necessitar de ajuda, treinamento, de um mentor, ou ter que desistir e assumir uma tarefa diferente.
Processo:
  • Estabeleça objetivos, defina com que frequência e de que forma você se comunicará, avaliará o progresso, tomará decisões, e resolverá conflitos
  • Defina fontes de informação, especialmente quem pode fornecer diretrizes, supervisão, aconselhamento, e até decisão
  • Esquematize revisão de seu progresso e comunicação
    para discutir o que está funcionando e o que não está


Extraído de:

acessado dia: 17/10/2014

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Plágio na pesquisa acadêmica

O número de publicações aumentou consideravelmente, dessa forma é crucial o debate sobre ética e direito autoral, com o intuito de reduzir o risco de encontrar publicações de autoria duvidosa (FERREIRA, 2012). Esse debate deve ser amplo e claro, incluindo docentes e discentes, formando opinião e conscientizando os mesmos dos prejuízos causados por conta do plágio.
Wasserman (2010) descreve que o plágio é a ausência da ética no âmbito considerado. Além do plágio, constituem falta de ética nos textos científicos: a colocação de nomes de pessoas que não participaram do trabalho; a omissão de nomes que participaram na construção do conteúdo do trabalho; a publicação de um mesmo artigo em mais de um periódico; a falsificação de dados; o mau uso de um artigo pelo avaliador e a ordem errada dos nomes com relação à autoria e co-autoria (RODRIGUES; CRESPO; MIRANDA, 2006). O ato de plagiar é caracterizado pela descrição de um trabalho, apropriando-se de ideias de outrem sem citá-lo adequadamente, bem como autoplágio, caracterizado por copia de suas próprias obras, sem citação adequada (GONÇALVES, H. H. L.; NOLDIN, P. H. P.; GONÇALVES, C. C., 2011). A cópia de quaisquer obras é permitida, desde que o autor cite corretamente o responsável pelas ideias originais (MIRANDA; SIMEÃO; MUELLER, 2007).





No Código Penal Brasileiro, em vigor, no Título que trata dos Crimes Contra a Propriedade Intelectual, evidencia a previsão para o crime de violação de direito autoral – artigo 184 – que traz o seguinte teor: Violar direito autoral: Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa. Os parágrafos 1º e 2º enquadram como crime de plágio a reprodução, ocultação, troca, empréstimo, venda ou aluguel da obra original ou cópia da mesma, com o intuito de lucro: Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa, (...).
No Brasil, vários casos de plágio são relatados, dentre estes, mais recentemente (07.10.2014) a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) divulgou fraudes científicas de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Dentre as acusações a FAPESP lista a má conduta científica, negligência, plagio, falsa autoria de artigos incluídos na plataforma Lattes e utilização de imagens fraudadas em artigos.
A internet disponibiliza algumas ferramentas úteis para detecção de plágio. Os softwares mais recomendados são: Pesquisa no Google: www.google.com; Plagiarisma, www.plagiarisma.net; Copyscape, www.copyscape.com; Duplichecker: www.duplichecker.com;  Plagtracker: www.plagtracker.com (TRADSTAR, 2013). O vídeo abaixo apresenta algumas maneiras de se evitar o plagio.




A Universidade Federal do Ceará disponibiliza em seu site (http://www.biblioteca.ufc.br/index.php?option=com_content&task=view&id=659&Itemid=79) o Guia de Normalização da UFC 2014, elaborado de acordo Manual de Normas Técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).



REFERÊNCIAS
FERREIRA, I, E. Plágio em artigo científico: o que diz a literatura brasileira, 2012. Monografia (Graduação em Biblioteconomia) - Centro de Ciências da Educação, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2012.
GONÇALVES, H. H. L.; NOLDIN, P. H. P.; GONÇALVES, C. C. O Recurso do Plágio em Trabalhos Acadêmico-Científicos: Um Tema em Questão. Revista da Unifebe, 2011.
MIRANDA, A.; SIMEÃO, E.; MUELLER, S.. Autoria coletiva, autoria ontológica e intertextualidade: aspectos conceituais e tecnológicos. Ci. Inf., Brasília, v. 36, n. 2, p. 35-45, maio/ago. 2007. Disponível em: <http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/view/891/717>. Acesso em: 14 de out. 2011.
RODRIGUES, A. V. F.; CRESPO, I. M.; MIRANDA, C. L. Ética em pesquisa e publicações científicas. Em Questão, Porto alegre, v. 12, n. 1, p. 33-50, jan./jun. 2006. Disponível em: <http://200.144.189.42/ojs/index.php/revistaemquestao/article/viewFile/3708/3496>. Acesso em: 14 de out. 2014.
TRADSTAR. Lista dos Melhores Recursos para Detectar Plágio. nov. 2013. Disponível em: <hhttp://tradstar.info/blog/lista-dos-melhores-recursos-para-detectar-plagio/>. Acesso em: 14 out. 2014.
WASSERMAN, J. C. Aspectos éticos do texto científico. INTERCIENCIA, v. 35, n. 6, 2010. Disponível em: <http://www.interciencia.org/v35_06/466.pdf>. Acesso em: 14 de out. 2014.

Vídeo Interessante sobre a Tabela Periódica




Extraído de:

https://www.youtube.com/watch?v=mF_tZNMyksw


TABELA PERIÓDICA


HISTÓRIA

Em 1789, Antoine Lavosier publicou uma lista de 100 elementos químicos. Embora Lavoisier tenha agrupado os elementos em substâncias simples, metálicas, não metálicas e salificáveis ou terrosas, os químicos passaram o século seguinte à procura de um esquema de construção mais precisa. Em 1829, Johann Wolfgang Döbereiner observou que muitos dos elementos poderiam ser agrupados em tríades (grupos de três) com base em suas propriedades químicas. Lítiosódio e potássio, por exemplo, foram agrupados como sendo metais reativos frágeis. Döbereiner observou também que, quando organizados por peso atômico, o segundo membro de cada tríade tinha aproximadamente a média do primeiro e do terceiro. Isso ficou conhecido como a lei das tríades. O químico alemão Leopold Gmelin trabalhou com esse sistema e por volta de 1843 ele tinha identificado dez tríades, três grupos de quatro, e um grupo de cinco. Jean Baptiste Dumas publicou um trabalho em 1857 descrevendo as relações entre os diversos grupos de metais. Embora houvesse diversos químicos capazes de identificar relações entre pequenos grupos de elementos, não havia ainda um esquema capaz de abranger todos eles.
Em 1869, o também químico alemão Julius Lothar Meyer publicou uma tabela com os 49 elementos conhecidos organizados pela valência, conceito desenvolvido por August Kekulé seis anos antes. A tabela revelava que os elementos com propriedades semelhantes frequentemente partilhavam a mesma valência. O químico inglês John Newlands publicou uma série de trabalhos em 1863 e 1866 que descreviam sua tentativa de classificar os elementos: quando listados em ordem crescente de peso atômico, semelhantes propriedades físicas e químicas retornavam em intervalos de oito, que ele comparou a oitavas de músicas. Esta lei das oitavas, no entanto, foi ridicularizada por seus contemporâneos.
O professor de química russo Dmitri Ivanovich Mendeleiev e Julius Lothar Meyer publicaram de forma independente as suas tabelas periódicas em 1869 e 1870, respectivamente. Ambos construíram suas tabelas de forma semelhante: listando os elementos de uma linha ou coluna em ordem de peso atômico e iniciando uma nova linha ou coluna quando as características dos elementos começavam a se repetir. O sucesso da tabela de Mendeleiev surgiu a partir de duas decisões que ele tomou: a primeira foi a de deixar lacunas na tabela quando parecia que o elemento correspondente ainda não tinha sido descoberto. Mendeleiev não fora o primeiro químico a fazê-lo, mas ele deu um passo adiante ao usar as tendências em sua tabela periódica para predizer as propriedades desses elementos em falta, como o gálio e o germânio. A segunda decisão foi ocasionalmente ignorar a ordem sugerida pelos pesos atômicos e alternar elementos adjacentes, tais como o cobalto e o níquel, para melhor classificá-los em famílias químicas. Com o desenvolvimento das teorias de estrutura atômica, tornou-se aparente que Mendeleiev tinha, inadvertidamente, listado os elementos por ordem crescente de número atômico.
Com o desenvolvimento das modernas teorias mecânica quânticas de configuração de elétrons dentro de átomos, ficou evidente que cada linha (ouperíodo) na tabela correspondia ao preenchimento de um nível quântico de elétrons. Na tabela original de Mendeleiev, cada período tinha o mesmo comprimento. No entanto, como os átomos maiores têm sub-níveis, tabelas modernas têm períodos cada vez mais longos na parte de baixo.
Em 1913, através do trabalho do físico inglês Henry G. J. Moseley, que mediu as frequências de linhas espectrais específicas de raios X de um número de 40 elementos contra a carga do núcleo (Z), pôde-se identificar algumas inversões na ordem correta da tabela periódica, sendo, portanto, o primeiro dos trabalhos experimentais a ratificar o modelo atômico de Bohr. O trabalho de Moseley serviu para dirimir um erro em que a química se encontrava na época por desconhecimento: até então os elementos eram ordenados pela massa atômica e não pelo número atômico.
Nos anos que se seguiram após a publicação da tabela periódica de Mendeleiev, as lacunas que ele deixou foram preenchidas quando os químicos descobriram mais elementos químicos. O último elemento de ocorrência natural a ser descoberto foi o frâncio (referido por Mendeleiev como eka-césio) em 1939. A tabela periódica também cresceu com a adição de elementos sintéticos e transurânicos. O primeiro elemento transurânico a ser descoberto foi o netúnio, que foi formado pelo bombardeamento de urânio com nêutrons num ciclotron em 1939

Extraído de: